Mutação
percebo as transformações,
mas a lagarta
não virou borboleta.
longo percurso ainda
e lentamente desabrocha
a vida.
sai do casulo
e percebe o sol,
mas é tardio
o despertar.
o mundo lhe abre
os braços,
sua beleza é saboreada
nas mil cores
de suas asas
que despontam.
tantas descobertas,
mas prevalece
o instinto inalterável.
beleza e vida,
movimento e busca.
lá está ela,
presa fácil
do egoísmo,
culpa da inocência,
história de uma vida.
Marise
Vianna
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