Página inicial
Artigos Página Inicial
Cursos Mini_Gramática
Galeria de Arte Últimas Notícias
Lazer e Cultura Português fora do Brasil
Lingüística Provas de Concurso
Revisão Gramatical Quem Somos
Trabalhos Acadêmicos Contato
 


Mito que acena

A caça ao amor retorna
Numa voraz cobiça
No bate-bate, o pulso
Da presa ofegante ao léu
Estendida, sai ao impulso
Como a bruma esvai do céu.

Ó rima, não tente apartar
A seca de meus versos
A ausência dos mandos de amor,
Cancela sua beleza
D’alma que só lágrima anseia...
Calo-te na fiel mágoa.
...

Fantasia um sonho, e veste
Com vestes enrugadas.
De tal manequim belo
Sai sua caricatura.
A inversa alma de mulher,
Em pincéis compassados.

Objeto de uso e abuso
Desalmada matéria;
Miserável, seu corpo,
Que de desejo fugaz,
Faz seu pródigo sonho
E busca a cura do ardor.

Bússola d’alma, os olhos
Na ambígua realidade
Aponta o norte e segue
Na antiga busca voraz
Deixa rastro por medo
Da ânsia, como corpo e alma.

Sigo o tempo e suas horas
Meu peito bate e bate...
E rebate ao súbito
Que me tomara o clarão
A cegueira me pune
Tarjando por ser mortal.
...

Amor deseja a carne
A carne à alma, consome-o
Pródiga alma abalada
Se debate ao contra corpo;
Reconhece seu âmago.
Como o poeta à solidão.

E o amor, cego, me acena.

 

Hugo de Souza Didier

 

Voltar para galeria