Página inicial
Artigos Página Inicial
Cursos Mini_Gramática
Galeria de Arte Últimas Notícias
Lazer e Cultura Português fora do Brasil
Lingüística Provas de Concurso
Revisão Gramatical Quem Somos
Trabalhos Acadêmicos Contato
 


Lágrimas secas apodrecem nas calhas

Lágrimas secas apodrecem numas calhas
Emudecidas pelo choro tempestivo
E frio de uma nuvem que passa como o vivo
Corpo nu da alma estendida d’algumas malhas.

D’um varal a beira-peito a deriva, esquivo
Em cortes da face cega e seca das calhas,
Agora, perdidas na enchente de umas talhas
Vulneráveis em revoltas, por ser passivo.

Desfragmento a chuva e comporto nas amarras
De um momento suicida que procura a ponte
De ligação onde explode o oco das palavras.

Caladas no vento uiva dor descontente
Por perder seu choro para o pranto das caras
Métricas caídas da loucura de uma mente.

 

Hugo de Souza Didier

 

Voltar para galeria