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Bis a vó
Minha perna quebrou
Não há calcificação...
A força dos ossos esvaiu-se
E meu passado há muito tornou-se presente
Rememoro e existo
São noventa e sete anos que insistem em pesar-me
Na alegria que já não há
Gerei, pari, criei
Se mais não fiz
Foi porque não nasci para fazê-lo
Tenho ainda muita vida por morrer
Penso que passei em vida
Que mais espero?
Telma de
Araujo Barboza
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