Vivemos numa época
de importantes reformas na educação brasileira
e de necessárias investigações,
reflexões e pesquisas nas diversas áreas
de atuação dos professores, tornando-se
assim cada vez mais necessário o despertar da
consciência desses profissionais, pois inúmeros
serão os desafios que terão de enfrentar
no contexto das transformações e dos acontecimentos
do mundo atual, que acabam afetando a educação
escolar de várias maneiras.
A educação tem por finalidade desenvolver,
em cada indivíduo, toda a “perfeição”
de que ele seja capaz. Sendo assim, podemos considerar
que o educador, consciente das suas funções
e responsabilidades – compatíveis com os
interesses, necessidades e valores peculiares relacionados
à ação de planejar, racionalizar
o uso de recursos, coordenar e avaliar o trabalho dos
docentes – ao tomar as suas decisões estará,
sempre, agindo consciente das suas ações.
Juntando-se a tudo isso, somam-se as diretrizes políticas
da educação em relação à
sociedade e à formação dos alunos.
Diante destas inovações surgem alguns
questionamentos quanto às políticas públicas
de educação. Deve-se pensar como está
sendo preparado o profissional da educação,
se há necessidades de adequações
dos profissionais que estão sendo postos no mercado
de trabalho, se eles estão aptos a atuar no mercado,
conforme as exigências do mesmo. O profissional
de educação deverá estar qualificado,
conhecendo as novas tecnologias, bem como as capacitações
ou qualificações que estão sendo
desenvolvidas em todas as instituições
privilegiadas.
O conceito de educação não pode
ser específico e, sim, amplo, pois a educação
ocorre em vários lugares, institucionalizados
ou não, sob várias modalidades. Todavia,
os problemas e dilemas continuam, persistem velhos preconceitos,
mantém-se o apego a teses ultrapassadas, às
vezes com o frágil argumento de que são
conquistas históricas. A conquista de hoje também
será histórica amanhã.
Infelizmente, a administração educacional
ainda não disponibilizou recursos suficientes
para que possamos obter uma demanda educacional satisfatória,
mantendo assim a administração e a organização
do sistema educacional. Mais uma vez frisamos que o
professor deve ter o domínio do conteúdo
da sua disciplina, não se esquecendo dos temas
transversais que, muitas vezes, estão fora de
sua área de atuação.
O que se espera da escola dos tempos atuais, é
que a mesma se construa organizando um lugar destinado
a aprendizagem, rico em recursos, no qual o aluno possa
construir seus conhecimentos segundos estilos individuais
de aprendizagem, propiciando atividades pedagógicas
inovadoras, que desenvolvam a capacidade desse aluno
pensar e se expressar com clareza, solucionar os problemas
e tomar decisões com responsabilidade, levando-se
em consideração que se trata de um ser
complexo.
Quando se fala na qualidade da educação,
está-se pensando como resultado de todo um processo
da aprendizagem dos sujeitos envolvidos. Essa aprendizagem
resulta do desenvolvimento dos objetivos propostos,
almejando a construção da cidadania. Assim,
podemos dizer que a qualidade tão desejada é
uma qualidade social, pois ela só será
conquistada a partir do comprometimento de todo o conjunto
dos processos e, como o capitalismo está se tornando
cada vez mais exigente, buscando profissionais mais
competentes.
Destarte, e não obstante tímidas iniciativas
na área, observa-se que os governos não
investem o suficiente e nem de maneira séria
na educação, incluindo-se aí a
preparação, a atualização
e a reciclagem dos professores e demais profissionais
envolvidos no processo. O profissional é mal
remunerado, mal preparado e pouco valorizado e, sendo
assim, não se sente motivado e nem responsável
pela qualidade da educação que está
ministrando aos seus educandos, esquecendo-se também
que, na realidade, os alunos de hoje são os cidadãos
de amanhã. Disso tudo emergem profissionais desqualificados,
principal razão para a situação
caótica em que se encontra a educação
no nosso país. Todo profissional, seja ele qual
for, salvo raríssimas exceções,
tem que passar pela mão do professor. Não
adianta investir em programas sociais ligados à
educação, e em outros programas correlatos,
se não se possui uma política séria
de investimento e qualificação dos nossos
educadores que, na realidade, são os responsáveis
pela inserção dos cidadãos, de
forma adequada, na sociedade onde vivem. Se não
temos uma educação de qualidade, se não
investimos nos nossos educadores, como vamos ter cidadãos
de qualidade? Todo ser humano, independentemente de
sua classe social, tem direito a um ensino de qualidade.
Recebendo uma educação de qualidade, é
óbvio que cada um terá maiores oportunidades
no mercado de trabalho, a sociedade será melhor
e mais produtiva, enfim, todos serão beneficiados.
Uma sociedade sem educação e sem qualificação
produz um país com as mesmas características,
condenando os seus cidadãos ao subdesenvolvimento.
Zulma Maria Firmes
Peixoto é graduada em Pedagogia com Habilitação
em Gestão pela UNIRB, membro pesquisadora do
Núcleo de Investigações Avançadas
da Consciência (NIAC) vinculado ao programa de
Mestrado Profissional Multidisciplinar em Desenvolvimento
Humano e Responsabilidade Social do Centro de pós-graduação
e Pesquisa da Faculdade Visconde de Cairu – Salvador/BA.
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