No Museu da Língua
Portuguesa as paredes e os espaços interativos
dão voz a um fascinante encontro da língua,
com a literatura e a história. “No coração
de São Paulo, na Estação da Luz,
o Museu proporciona uma viagem sensorial e subjetiva
pela língua portuguesa, guiada por palavras,
autores e estrelas do Brasil.”
O Museu da Língua
Portuguesa é o único museu do mundo que
tem uma língua como objeto. O Museu é
uma homenagem de primeira grandeza para a quinta língua
mais falada no mundo.
Poucos minutos após
nossa chegada ao Museu ocorreu a primeira apresentação
no auditório, estas apresentações
acontecem em diversos horários pré-determinados
durante o dia. No auditório assistimos ao filme
“Idiomaterno: a língua é o retrato
de um povo”, com duração de dez
minutos, o filme conta um pouco sobre a história
da linguagem e da Língua Portuguesa.
Logo que o filme termina
fomos direcionados para a “Praça da Língua”,
lugar onde se vive uma experiência única,
onde a poesia é mais que a palavra escrita, é
uma imagem, é um som. Conforme as palavras de
André Netrovski e José Miguel Wisnik,
num texto sobre a Praça, no próprio museu:
Menos do que
“museu”, então, no sentido tradicional
do termo, o que se tem é mesmo uma praça,
um lugar de encontro e de conversa. Não qualquer
conversa: “Penetra surdamente no reino das palavras”,
adverte Drummond no verso que nos serve de abertura.
“Surdamente”: quer dizer, em silêncio,
atento, aberto para escutar o que se diz “no reino
das palavras”. É o reino de todos nós,
um patrimônio dos que falam a língua portuguesa
e têm nela um meio como nenhum outro para compreender
e renovar o mundo. (NESTROVSKI e WISNIK)
No segundo andar do
museu encontramos dois grandes corredores, um é
composto por um telão que apresenta um mosaico
de saberes e falares dos brasileiros, o outro corredor
é uma linha do tempo da formação
do Português do Brasil, que conta a história
da Língua Portuguesa desde 4000a.C. até
os dias de hoje. Entre estes corredores estão
dispostos vários computadores, em cada um deles
encontramos informações sobre uma determinada
língua que influenciou o Português do Brasil,
além das informações disponíveis
nos computadores, há também, utensílios
diversos que ilustram as histórias das línguas.
No Museu há um lugar especial
para uma instrutiva brincadeira, O Beco das Palavras,
no Beco brinca-se com as raízes, radicais, prefixos
e sufixos das palavras, o objetivo é a formação
de palavras com as próprias mãos e a partir
de cada palavra formada corretamente são exibidas
informações adicionais sobre ela.
Um espaço no Museu é reservado
para exposições temporárias, Guimarães
Rosa e Clarice Lispector já passaram por lá,
agora a mostra é sobre as faces de Gilberto Freire.
A exposição Gilberto Freyre – Intérprete
do Brasil, apresenta ao público dentro do ambiente
de pesquisa do homenageado: a casa brasileira; uma exposição
que traz quadros, documentos e originais inéditos.
A visita ao Museu é impossível
de ser narrada ela tem de ser sentida, com olhos e ouvidos
atentos e com a cabeça pronta pra viajar.
Roberta Binatti
é graduada em Administração de
Empresas pela Faculdade Moraes Júnior e pós-graduada
em Administração Escolar pela Universidade
Cândido Mendes / Instituto a Vez do Mestre.
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