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Visita ao Museu da Língua Portuguesa


Por: Roberta Binatti


No Museu da Língua Portuguesa as paredes e os espaços interativos dão voz a um fascinante encontro da língua, com a literatura e a história. “No coração de São Paulo, na Estação da Luz, o Museu proporciona uma viagem sensorial e subjetiva pela língua portuguesa, guiada por palavras, autores e estrelas do Brasil.”

O Museu da Língua Portuguesa é o único museu do mundo que tem uma língua como objeto. O Museu é uma homenagem de primeira grandeza para a quinta língua mais falada no mundo.

Poucos minutos após nossa chegada ao Museu ocorreu a primeira apresentação no auditório, estas apresentações acontecem em diversos horários pré-determinados durante o dia. No auditório assistimos ao filme “Idiomaterno: a língua é o retrato de um povo”, com duração de dez minutos, o filme conta um pouco sobre a história da linguagem e da Língua Portuguesa.

Logo que o filme termina fomos direcionados para a “Praça da Língua”, lugar onde se vive uma experiência única, onde a poesia é mais que a palavra escrita, é uma imagem, é um som. Conforme as palavras de André Netrovski e José Miguel Wisnik, num texto sobre a Praça, no próprio museu:

Menos do que “museu”, então, no sentido tradicional do termo, o que se tem é mesmo uma praça, um lugar de encontro e de conversa. Não qualquer conversa: “Penetra surdamente no reino das palavras”, adverte Drummond no verso que nos serve de abertura.
“Surdamente”: quer dizer, em silêncio, atento, aberto para escutar o que se diz “no reino das palavras”. É o reino de todos nós, um patrimônio dos que falam a língua portuguesa e têm nela um meio como nenhum outro para compreender e renovar o mundo. (NESTROVSKI e WISNIK)

No segundo andar do museu encontramos dois grandes corredores, um é composto por um telão que apresenta um mosaico de saberes e falares dos brasileiros, o outro corredor é uma linha do tempo da formação do Português do Brasil, que conta a história da Língua Portuguesa desde 4000a.C. até os dias de hoje. Entre estes corredores estão dispostos vários computadores, em cada um deles encontramos informações sobre uma determinada língua que influenciou o Português do Brasil, além das informações disponíveis nos computadores, há também, utensílios diversos que ilustram as histórias das línguas.

No Museu há um lugar especial para uma instrutiva brincadeira, O Beco das Palavras, no Beco brinca-se com as raízes, radicais, prefixos e sufixos das palavras, o objetivo é a formação de palavras com as próprias mãos e a partir de cada palavra formada corretamente são exibidas informações adicionais sobre ela.

Um espaço no Museu é reservado para exposições temporárias, Guimarães Rosa e Clarice Lispector já passaram por lá, agora a mostra é sobre as faces de Gilberto Freire. A exposição Gilberto Freyre – Intérprete do Brasil, apresenta ao público dentro do ambiente de pesquisa do homenageado: a casa brasileira; uma exposição que traz quadros, documentos e originais inéditos.

A visita ao Museu é impossível de ser narrada ela tem de ser sentida, com olhos e ouvidos atentos e com a cabeça pronta pra viajar.

Roberta Binatti é graduada em Administração de Empresas pela Faculdade Moraes Júnior e pós-graduada em Administração Escolar pela Universidade Cândido Mendes / Instituto a Vez do Mestre.

 

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