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O português da Copa

Pela primeira vez na história dos mundiais, idioma é o segundo em representação, por causa de Angola, Brasil e Portugal.

Por: Sérgio Rizzo


Já garantimos ao menos um vice-campeonato na Copa do Mundo de 2006, na Alemanha. Graças à inédita participação de Angola, que eliminou a favorita Nigéria nas eliminatórias africanas, os países classificados que têm o português como idioma oficial somam aproximadamente 205,9 milhões de habitantes. O acréscimo da população angolana (cerca de 13,9 milhões) foi o bastante para ultrapassar os países de idioma espanhol presentes na Copa, que totalizam por volta de 202,7 milhões. Idioma extra-oficial do planeta, o inglês ocupa o primeiro lugar do ranking, com larga vantagem sobre o português.
A Fédération Internacionale de Football Association (Fifa), entidade máxima do futebol no planeta e organizadora da Copa, não dá muita bola para essas estatísticas: os idiomas oficiais da competição, utilizados em seu web site, são alemão, francês, inglês e espanhol. Mais equânime em suas decisões lingüísticas é a Union of European Football Associations (Uefa), responsável pelo milionário futebol europeu, que mantém um web site com informações em nove idiomas – entre eles, o português. Não é por falta de exemplo, portanto, que a Fifa prefere economizar com tradutores.
A adoção do mesmo idioma não garante vocabulário comum. Entre os países de língua inglesa, por exemplo, nem mesmo o nome do esporte foge da discórdia: enquanto os ingleses – inventores do jogo, se consideradas suas atuais características – usam o termo football (“pé na bola”), do qual vem a nossa palavra futebol, os americanos adotaram soccer (derivado de socca, por sua vez abreviação de Association Football, entidade criada em 1863, em Londres, com o objetivo de tornar homogêneas as regras) para evitar confusão com o seu próprio football – que, no Brasil, chamamos de futebol americano.
No Brasil e em Portugal (do qual Angola tomou emprestado seu vocabulário futebolístico), não há divergência tão profunda, mas torcedores brasileiros precisariam de um pequeno glossário para entender o que portugueses e angolanos estão falando (veja quadro abaixo). Diversos termos portugueses, como guarda-redes (goleiro), foram utilizados durante muito tempo no Brasil e, hoje, caíram em desuso.

Dois vocabulários para um só esporte

BRASIL
PORTUGAL
Ao vivo Em directo
Arquibancada Bancada
Atacante Avançado
Ataque Linha adiantada
Camisa Camisola
Campeonato Prova
Campo Relvado
Centroavante Avançado centro
Chute a gol Remate
Chuteira
Bota
Escanteio Pontapé (ou chute) de canto
Gol Golo ou tento
Goleiro Guarda-redes
Ingresso Bilhete
Jogo fora (de casa) Deslocação ou fora de portas
Lanterna Lanterna vermelha
Meia Médio
Meio-de-campo Linha média
Rodada Jornada ou ronda
Rubro
Encarnado
Substituição Reposição
Técnico da seleção Seleccionador
Temporada Época
Torcedor Adepto
Torcida Claque
Treinamento Sessão de treino
Vestiário Balneário
Zagueiro-central Defesa-central


Fonte: Revista "Língua". Ano I, nº 3, 2005, p.22-23.


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