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As ruas de Paraty, durante os dias
4 a 8 de julho, foram invadidas por uma imensa variedade
de atividades culturais durante a quinta edição
da FLIP (Festa Literária Internacional de Parati,
que se escreve assim mesmo com i para mostrar que a
festa é parati/para você). Apesar do evento
estar mais voltado para a área da Literatura,
o que aconteceu "off FLIP" foi uma grande
mistura, um caldeirão cultural.
Diversos artistas, músicos, artesãos,
poetas "anônimos", pintores, caricaturistas
e até artistas de circo enfeitavam as ruas da
cidade e encantavam o público que por ali passava.
A música podia ser apreciada através da
capoeira, do jongo, da harpa, dos violeiros e até
mesmo de uma banda tocando marchinhas de carnaval, que
arrastou animados foliões pelas belíssimas
ruas de pedra de Paraty. Os visitantes, vindos de todas
as partes do país e do mundo, completavam essa
grande festa cultural. Uma diversidade de idiomas, estilos
e, principalmente, preferências, já que
tantas eram as opções oferecidas pela
cidade. Exposições, passeios, teatro,
cinema, shows, arte são só uma amostra
do que podia ser visto. Uma verdadeira comunhão
de estilos, de idades e de culturas.
A praça da Matriz, onde aconteceu
a Flipinha, foi tomada pelas crianças correndo
e divertindo-se com enormes bonecos de papel maché
que representavam o folclore brasileiro, em especial
o da região, além de personagens saídos
de algumas das mais famosas histórias infantis,
como a Dona Baratinha, que tirava um gostoso cochilo
em sua cama, debaixo da sombra de uma árvore.
As crianças ainda podiam escolher
e participar de dezenas de oficinas oferecidas ali na
praça que ensinavam a confeccionar pipas, bonecas
de pano e vários tipos de brinquedos considerados
do "tempo da vovó", mas que são
capazes de resgatar o interesse das crianças
pelos brinquedos mais simples, confeccionados com as
próprias mãos, uma volta aos bons tempos...
Ainda ali, debaixo das árvores
da praça, os interessados podiam ler diversos
livros pendurados por barbantes nas árvores e
que estavam à disposição de quem
quisesse sentar-se na esteira e viajar em alguma das
histórias ali apresentadas. Mediadores estavam
presentes em cada "pé de livro" para
incentivar o momento mágico da leitura.
Um evento encantador, numa cidade aconchegante
e simpática, além de belíssima,
são a fórmula perfeita para trazer cada
vez mais adeptos a esse mundo da leitura tão
pouco valorizado hoje em dia diante dos adventos tecnológicos.
Uma grande iniciativa dos organizadores deste maravilhoso
evento que é portador de alegria, de cultura
e de aprendizado, não apenas aos profissionais
da Literatura: professores, autores, críticos,
mas também àqueles que serão o
futuro do nosso país.

Tatiana Mattos
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