Agora que vocês já
se motivaram para o estudo, que já separaram o
tempo suficiente para esta atividade e tudo o mais, vamos
partir para uma segunda etapa: utilizar nosso cérebro
da melhor maneira para que tenhamos um ótimo rendimento.
Só para se ter uma noção da capacidade
de armazenamento de nosso cérebro, podemos compará-lo
a um HD de um computador pessoal. Dizem os especialistas
no assunto que teríamos a possibilidade de armazenar
11641 gigas de informação, o equivalente
a mais ou menos oito milhões e meio de disquetes.
É realmente fantástico.
Quanto mais usamos o cérebro,
mais se aumenta sua aptidão para o uso. Isso ocorre
devido a um fenômeno chamado agregação
cíclica: quanto mais conhecimento, mais
associações conseguimos fazer, obtendo respostas
mais rápidas e precisas sobre os mais diversos
assuntos. Sabe quando você olha uma fórmula
de Física e diz “poxa, isso aí nada
mais é do que uma equação do 2º
grau!”? Pois é. Você simplesmente fez
a conexão de assuntos de duas áreas distintas
do conhecimento – Física e Matemática.
Portanto, vamos colocar a cabeça pra funcionar!
Ao estudar, tente observar a ligação entre
os mais diversos ramos do conhecimento, já que
isso é um meio de você se lembrar mais facilmente
de determinado assunto.
O cérebro memoriza mais facilmente
quando passamos a fazer associações. Usem
e abusem disso. Quando estamos aprendendo os elementos
da tabela periódica, são comuns as frases
do tipo Sabonete
Gessi é
Bom aos Porcos
para designar o grupo dos semi-metais. O mesmo ocorria
com músicas, esquemas e fluxogramas. E isso dá
certo, porque você muitas das vezes se lembra direitinho
desses artifícios que você fez exclusivamente
para memorizar aquele assunto. Outra boa associação
é aquela relacionada a determinado local –
estuda-se determinada disciplina, ou mesmo um capítulo
de um assunto, no quarto, por exemplo, e depois você
estuda em outro local o capítulo seguinte ou uma
outra disciplina. O cérebro vai associar o lugar
em que você estudou a matéria aprendida.
Não é raro você buscar uma resposta,
durante a prova, e lembrar que estava no quarto quando
estudou aquele assunto. Experimente!
Para exercitar mais ainda o cérebro,
diversifique sua maneira de estudo. Quanto mais associações
melhor! Ouça as aulas gravadas, faça resumos,
dê aulas para colegas de turma, pesquise temas relacionados
ao assunto, mentalize situações nas quais
você terá mais facilidade em guardar do que
simplesmente ler o livro. Uma coisa é certa: nós
gravamos 20 por cento do que lemos, 40 por cento do que
escrevemos e 65 por cento do que procuramos passar para
outras pessoas. Então não leia para si:
comente o que você estudou com as pessoas ao seu
redor. Tente fazer aquele assunto interessante para não
ficar enfadonho e “passe” a informação
a outras pessoas. Coloquei aspas anteriormente porque
quando se está procurando ensinar, na verdade você
está mais retendo do que passando informação.
E a última dica é com
relação ao sono. Todas as impressões
que nós vamos tendo ao longo do dia são
analisadas pelo cérebro na hora em que vamos dormir.
Ele vai separar aquilo que “presta” e o que
“não presta” e vai procurar esquecer
o que “não presta”. Cuidado! Sabe aquela
matéria que você não gosta, mas que
é essencial para sua prova da faculdade ou concurso
público? Ela entra no rol das coisas que “não
prestam” para o cérebro. Não vacile
e dê atenção a essa(s) matéria(s)!
Senão você está fadado a reter pouquíssimo
daquele assunto. Pois bem, se o sono é tão
importante, devemos dormir o necessário para que
possamos ter um correto funcionamento do cérebro
no período noturno, seja no armazenamento de informações
“úteis” seja se desfazendo das “inúteis”.
Senhores, o ser humano é perfeito.
Quanto mais se estuda seu funcionamento, mais percebemos
a mão do Criador moldando cada centímetro
de nosso corpo. Não duvidemos de nossa capacidade!
Você pode muito, mas muito mais do que você
imagina!
Flávio Henrique
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