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No cérebro reside a chave do sucesso

Por: Flávio Henrique


  Agora que vocês já se motivaram para o estudo, que já separaram o tempo suficiente para esta atividade e tudo o mais, vamos partir para uma segunda etapa: utilizar nosso cérebro da melhor maneira para que tenhamos um ótimo rendimento. Só para se ter uma noção da capacidade de armazenamento de nosso cérebro, podemos compará-lo a um HD de um computador pessoal. Dizem os especialistas no assunto que teríamos a possibilidade de armazenar 11641 gigas de informação, o equivalente a mais ou menos oito milhões e meio de disquetes. É realmente fantástico.
    Quanto mais usamos o cérebro, mais se aumenta sua aptidão para o uso. Isso ocorre devido a um fenômeno chamado agregação cíclica: quanto mais conhecimento, mais associações conseguimos fazer, obtendo respostas mais rápidas e precisas sobre os mais diversos assuntos. Sabe quando você olha uma fórmula de Física e diz “poxa, isso aí nada mais é do que uma equação do 2º grau!”? Pois é. Você simplesmente fez a conexão de assuntos de duas áreas distintas do conhecimento – Física e Matemática. Portanto, vamos colocar a cabeça pra funcionar! Ao estudar, tente observar a ligação entre os mais diversos ramos do conhecimento, já que isso é um meio de você se lembrar mais facilmente de determinado assunto.
    O cérebro memoriza mais facilmente quando passamos a fazer associações. Usem e abusem disso. Quando estamos aprendendo os elementos da tabela periódica, são comuns as frases do tipo Sabonete Gessi é Bom aos Porcos para designar o grupo dos semi-metais. O mesmo ocorria com músicas, esquemas e fluxogramas. E isso dá certo, porque você muitas das vezes se lembra direitinho desses artifícios que você fez exclusivamente para memorizar aquele assunto. Outra boa associação é aquela relacionada a determinado local – estuda-se determinada disciplina, ou mesmo um capítulo de um assunto, no quarto, por exemplo, e depois você estuda em outro local o capítulo seguinte ou uma outra disciplina. O cérebro vai associar o lugar em que você estudou a matéria aprendida. Não é raro você buscar uma resposta, durante a prova, e lembrar que estava no quarto quando estudou aquele assunto. Experimente!
    Para exercitar mais ainda o cérebro, diversifique sua maneira de estudo. Quanto mais associações melhor! Ouça as aulas gravadas, faça resumos, dê aulas para colegas de turma, pesquise temas relacionados ao assunto, mentalize situações nas quais você terá mais facilidade em guardar do que simplesmente ler o livro. Uma coisa é certa: nós gravamos 20 por cento do que lemos, 40 por cento do que escrevemos e 65 por cento do que procuramos passar para outras pessoas. Então não leia para si: comente o que você estudou com as pessoas ao seu redor. Tente fazer aquele assunto interessante para não ficar enfadonho e “passe” a informação a outras pessoas. Coloquei aspas anteriormente porque quando se está procurando ensinar, na verdade você está mais retendo do que passando informação.
    E a última dica é com relação ao sono. Todas as impressões que nós vamos tendo ao longo do dia são analisadas pelo cérebro na hora em que vamos dormir. Ele vai separar aquilo que “presta” e o que “não presta” e vai procurar esquecer o que “não presta”. Cuidado! Sabe aquela matéria que você não gosta, mas que é essencial para sua prova da faculdade ou concurso público? Ela entra no rol das coisas que “não prestam” para o cérebro. Não vacile e dê atenção a essa(s) matéria(s)! Senão você está fadado a reter pouquíssimo daquele assunto. Pois bem, se o sono é tão importante, devemos dormir o necessário para que possamos ter um correto funcionamento do cérebro no período noturno, seja no armazenamento de informações “úteis” seja se desfazendo das “inúteis”.
    Senhores, o ser humano é perfeito. Quanto mais se estuda seu funcionamento, mais percebemos a mão do Criador moldando cada centímetro de nosso corpo. Não duvidemos de nossa capacidade! Você pode muito, mas muito mais do que você imagina!


Flávio Henrique


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