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Ética e Educação

Por: Mariana Pereira Moreira


O que a educação tem a ver com a crise ética do país? Para muitos, a resposta é tudo, pois ela tem o dever de “moldar” seus alunos. Mas sobre quem recai esta obrigação? Aos pais, à escola ou a ambos?
Educação e Ética precisam ser trabalhadas juntas, pois sempre estamos julgando positiva ou negativamente a conduta de uma pessoa acerca de sua atitude.
Segundo o dicionário Aurélio, educação significa: ato ou efeito de educar-se, processo de desenvolvimento da capacidade física, intelectual e moral do ser humano; e, ética significa: conjunto de normas e princípios que norteiam a boa conduta do ser humano. Pelos seus significados, observa-se que esses vocábulos estão muito interligados.
Falta de Ética. Assunto que tem aparecido com muita freqüência em diversos meios de comunicação, é “uma crise social”: crise na política: - é correto trocar votos e aceitar propinas? ; crise nos esportes: - manipulação dos resultados de futebol;
crise na ciência: - é correta a tentativa de clonar seres humanos?; crise na religião:
- é correto condenar o aborto em quaisquer circunstâncias?; crise na polícia: - cada dia que passa, aumenta o número de policias que agem iguais a marginais.
A função do professor restringe-se somente a ensinar conteúdos curriculares? Onde muitas vezes ele finge que ensina e o aluno, finge que aprende: decora, tira boas notas, sendo então aprovado; não havendo neste processo nenhum tipo de assimilação do conteúdo trabalhado e sua relação com o mundo. E pior, é a atitude daqueles pais que aceitam passivamente esse processo, onde preocupam-se apenas com a aprovação ou reprovação de seus filhos e muitas vezes desconhecem se seus filhos entenderam o mecanismo e a importância do conteúdo trabalhado.
O trabalho de um educador somente terá maior efeito se este for aceito pela escola e pelos responsáveis, pois, dessa forma, escola e sociedade crescerão juntas. Claro que este trabalho tem de visar uma melhoria de aprendizado, de conhecimento, de habilidades e de competências do aluno, ou seja, o educador tem de ser um facilitador da aprendizagem e um prático reflexivo no que diz respeito aos conteúdos curriculares como também aos temas atuais como ética, meio ambiente, saúde, pluralidade cultural, orientação sexual entre outros, sendo assim capaz de formar cidadãos mais críticos e formadores de opinião.
Mas nenhum trabalho terá grande efeito se as idéias forem contrárias, não que opiniões divergentes tornem um assunto menos interessante, todavia elas podem ser possibilitadoras de novos conhecimentos, novos pontos de vista e conseqüentemente novas conquistas; sempre dentro de uma Ética.
Nos dias de hoje há uma impossibilidade da separação dos temas Ética e Educação, fato comprovado pelos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) onde a ética e um dos temas transversais.

(PCN, 2000, p. 30/32) “A ética interroga sobre a legitimidade de práticas e valores consagrados pela tradição e pelo costume. Abrange tanto a crítica das relações entre os grupos, dos grupos nas instituições e perante elas, quanto a dimensão das ações pessoais. [...] A ética diz respeito às reflexões sobre as condutas humanas. A pergunta ética por excelência é: “Como agir perante os outros?”. Verifica-se que tal pergunta é ampla, complexa e sua resposta implica em tomadas de posição valorativas. A questão central das preocupações éticas é a da justiça entendida como inspirada pelos valores de igualdade e eqüidade. Na escola o tema Ética
encontra-se, em primeiro lugar, nas próprias relações entre os agentes que constituem essa instituição: alunos, professores, funcionários e pais. [...]”.

Mariana Pereira Moreira, estudante de Letras.



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